A Psicologia Espiritualista Budista

A psicologia ocidental se restringe a tratar a mente inferior. Valoriza seu estado vulgar denominado ego e procura fazê-lo se adaptar às adversidades. Significa apenas ser capaz de lidar com as rotinas da vida e das relações, moldando-a no automatismo.
As pessoas se tornam mais normais e continuam infelizes. Algo como ser alienado caberia bem para definir a psicoterapia convencional.
A psicologia transpessoal, baseada nos ensinamentos orientais do  budismo, taoismo e védico, busca a transcendência da mente inferior. Não é um trabalho dentro da mente egoísta,  mas fora dela.
Sair do ego e ultrapassar os limites estreitos de suas crenças e preconceitos.
A partir do momento que você consegue olhar para a sua mente inferior como um objeto, você se distancia e perde a identificação com ela.
Você alimenta a mente e as suas neuroses, quando se identifica com ela.
Imagine-a como a superfície de um riacho com águas enlameadas e sujas. Sente-se à margem e observe a lama de mágoas, problemas, feridas, ressentimentos.
Apenas observe, aos poucos as águas se tornarão límpidas e você poderá ir além da margem, para observar as profundezas da consciência.

Nadya Prem

Baseado em ensinamentos budistas



   Ter ou Ser


que é preciso para se tornar pleno e viver uma vida com abundância?
Podemos dizer que há um erro muito comum na interpretação e análise do que é plenitude e abundância.
Ser pleno é se sentir como o universo em sua completude. É a totalidade presente em nós. Para se sentir pleno o ego deve ser extirpado de nossa mente e de nossas atitudes.
Abundância não é excesso de riquezas materiais. É um sentimento de amor que não se acaba, que flui, propaga-se e está sempre brotando de nós mesmos. Abundância amorosa que sentimos por nós e por todo o universo. 
Não há o que desejar, não há porque sofrer. Somos plenos e vivemos a abundância interior que se reflete na vida diária.
Eu não estou falando aqui de “ter” e sim de “ser”
Ter é algo provisório porque não somos donos de nada.
Ser, essa é a chave que nos abre à eternidade.
Não possuímos algo para sempre. A impermanência é que nos possibilita a plenitude.
Eu não quero águas paradas porque elas se tornam pútridas.
A água tem que ser cristalina e refletir minha verdadeira face.
Sou luz e você também.
Não preciso de bens materiais, além de um teto, uma cama boa e o alimento que posso plantar e colher.
Para que vou acumular coisas que de nada servem a não ser iludir e me prender ao mundo de Maya?
Não importa quem você seja nesse momento. Você pode ser desprezado pela sociedade, mas isso não mudará sua condição de ser iluminado.
A sociedade materialista não irá aceitar você, se não tiver mostrado sua autoimagem polida e mentirosa, seu poder.
Seu corpo pode estar envolvido por pedras preciosas, mantos sagrados, mas e seu coração?
A vaidade é Maya, ela é sensual e faz nossos chacras inferiores pulsarem e desejarem.
Porém a Natureza é sabia e nos sacode com o tempo que nos faz envelhecer.
O corpo físico é impermanente e por isso envelhece e volta à terra.
O espírito, sim, é imortal. Ele continua suas andanças por dimensões além da matéria densa.
No mundo dos espíritos reencontramos nossas antigas afeições e nos damos conta de nossa situação atual. Vivenciado ainda as dores da ilusão, mas também as construções alicerçadas no amor. Plasmamos no plano astral nosso mundo interior. Um mundo de energias poderosas que se mostram em matizes diversas.
A dor e o sofrimento do ego nos acompanham na dimensão astral dos espíritos desencarnados. A nossa vida continua após a morte da carne.
Aprendendo com os nossos erros e acertos, voltamos a reencarnar para dar continuidade a Roda de Sansara.
Um dia deixamos de voltar à carne e essa é a verdadeira libertação. 
Para tanto precisamos crescer interiormente. Fazer fluir o amor que une todos os seres.
Crescer e desapegar da ilusão do ego.
Perceber que somos uma unidade e a separação é temporária.
Você prefere ser uma gota separada do oceano?
Enquanto nos movermos pelos chacras inferiores a dor e o sofrimento continuarão.
Precisamos nos conectar aos chacras superiores e ao Anahata, nosso chacra central, que une homem e espírito.
O Anahata é o chacra que nos fará transcender todo o sofrimento em amor incondicional.
Compaixão, essa é a palavra...
Ser compassivo é estar no outro, assim com em nós mesmos.
Compaixão é amar.

Eu pensei numa atitude que possa nos ajudar a encontrar a plenitude. Acredito que a solidariedade é um bom caminho.
Ser bondoso com o próximo pode abrir o coração e o chacra Anahata para receber a consciência divina que adentra pelo Sahashara, o nosso chacra coronário, no alto da cabeça.
O Ego continuará em nosso caminho. Continuará nos tentando no mundo de Maya.
Entretanto se estivermos na frequência de Deus, o amor compassivo, seremos plenos e nossas atitudes serão pautadas na sabedoria do Eu Superior.
Cultivando a gratidão seja na frequência da dor ou do amor a transformação virá!


Namastê.



De Quem é o Presente?
Perto de Tóquio vivia um grande samurai idoso que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta.  Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais.  Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.  No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados pelo fato de que o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: - Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre - Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir... 

A VIDA É PASSAGEIRA
  
Um famoso mestre Zen aproximou-se do portal imperial do Imperador. nenhum dos guardas tentou pará-lo, constrangidos, enquanto ele entrou e se dirigiu aonde o Imperador estava, solenemente sentado em seu trono. 

-O que vós desejais?, perguntou o governante, imediatamente reconhecendo o visitante.
-Eu gostaria de um lugar para dormir aqui nesta hospedaria, replicou o mestre.
-Mas aqui não é uma hospedaria, bom homem, disse o Imperador . 
-Este é o meu palácio!
-Posso lhe perguntar a quem pertenceu este palácio antes de vós? perguntou o mestre.
-Ao meu pai, ele está morto.
-E a quem pertenceu antes dele?"
-Ao meu avô, mas ele também está morto, disse o Imperador bastante intrigado.
-Sendo este um lugar onde pessoas vivem por um curto período de tempo e então partem, vós me dizeis que não é uma hospedaria?

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