Não viva de aparências, seja feliz!


Pegamos uma fila enorme para reencarnar e quando chegamos aqui não podemos deixar que a vida passe em vão... Não, desta vez não se permita viver superficialmente. Mergulhe de cabeça nesta experiência maravilhosa. As emoções à flor da pele, inspirando profundamente o ar, o coração batendo com vontade.

A vida é muito chata e vazia quando a gente fica forçando um comportamento que não condiz com o nosso ser, vivendo de aparências. É preciso se posicionar, aprender a dizer não para os outros e sim para sua alma. Ter muita coragem e se embrenhar nas aventuras que a vida oferece.

Hoje compreendo que tenho que me respeitar. Há coisas que não combinam comigo, neste momento da vida, e que não quero participar. Iria perder meu tempo e minha energia, tentando ser quem não sou. Não tenho nada contra quem gosta, mas, por exemplo, não vejo a mínima graça em me reunir com outras mulheres para trocar receitas para o próximo jantar. Inclusive sou péssima na cozinha... Este é um mero exemplo, dentre tantas outras situações que podem nos levar a momentos ruins ou uma vida toda de infelicidade.

Não tenho que ser igual aos outros e nem fazer comparações. Permito-me ser quem sou. E o mundo tem sofrido grandes transformações positivas neste sentido. Estamos deixando de ser um rebanho manipulado. Sabe aquela história da ovelha negra?
Eu sou o que sou...

Acho que assumir o que a gente quer viver agora é essencial para que a felicidade possa surgir. Há pessoas que nem sabem o que querem, porque ficaram muito tempo tentando se adaptar às regras familiares e sociais e esqueceram de si mesmas. Viver de aparências é conviver com mentiras. Interpretando um personagem que não tem nada em comum com as nossas necessidades reais, com nosso jeito único de ser. Isto pode acontecer a qualquer um, ficamos por algum tempo perdidos entre o que somos e queremos e o que nossos pais e a sociedade esperam de nós.

Nem sempre é fácil desfazer as amarras que nos unem a eles e a infantil necessidade de aprovação. Entretanto, a independência só é conquistada ao vivenciarmos o que queremos, sem a influência de outros em nossas decisões. Você tem o direito de se enganar em suas escolhas e não há problema nenhum em errar. Desta forma, é que aprende a escolher melhor. E o erro mais comum é fazer escolhas baseadas no que os outros consideram importante, sem pensar se serão boas para você.

Casamentos que perduram nas aparências, amizades falsas, trabalhos que não satisfazem, posturas que não são verdadeiras. Carregando o peso da obrigação e do dever. Um fardo difícil e de sofrimento, como se na infelicidade, estivesse cumprindo sua tarefa de vida. Ninguém nasce para ser infeliz, para sofrer por toda vida, como um castigo necessário à evolução do espírito. Então, chegará aquele dia em que você vai dizer:

- Ah, se voltasse no tempo, faria tudo diferente...

Normalmente, o arrependimento surge quando se percebe quanta energia foi desperdiçada, tentando viver algo que lhe fazia infeliz. Se você sente que não se conhece, está com muitas dúvidas sobre sua vida e principalmente não se sente feliz, é seu momento de mudar, não deixe para depois. Não dá mais para inventar desculpas para não sair dessa situação. Se esquivar colocando barreiras para impedir sua felicidade, irá perpetuar seu sofrimento.

A única regra é não ferir ninguém, respeitando o espaço e a verdade de cada um. Todas as outras convenções você tem que jogar fora. Libertar-se da necessidade de agradar a quem quer que seja. Viver das aparências torna você apático, como uma marionete manipulada por mãos alheias. Não dá para ser feliz assim. Viva a sua vida com integridade. Aprenda a se amar e respeitar aquilo em que acredita.

Esqueça o que ouviu sobre o certo e o errado e comece a escutar as suas vontades e principalmente a sua intuição. Ela levará você exatamente pelo caminho que precisa trilhar para sua felicidade. Vença o desafio de se aceitar e se amar incondicionalmente.


Estamos transformando o nosso mundo e a mudança começa sempre dentro de nós. Abandonando preconceitos e parando de se esconder. Todos temos uma ovelha negra pronta para vir à tona. Ovelhas negras, vermelhas, verdes, azuis, amarelas ou multicoloridas, todas são bem-vindas. 

Contra os inimigos experimente a água da paz


Algumas pessoas trazem muita raiva dentro de si e jogam setas envenenadas em quem quer que passe por perto delas. Às vezes somos atingidos por uma, sangramos, sentimos dor e temos que impedir de sermos contaminados pelo veneno, para não começarmos a agir como elas. 

Andei meio triste e irritada, mesmo recebendo tanta orientação da espiritualidade para não me deixar levar por essa onda de negatividade. Afinal, reconheço que estou longe da condição de angelitude. 

A irritação é um incômodo que faz aflorar a raiva, companheira do medo, a emoção contrária ao sentimento de amor. Como um animal quando sente dor, tendemos a atacar o que representa perigo, reação para garantir a sobrevivência. A agressão acontece de várias formas, além do ataque físico. Uma crítica destrutiva, um insulto, um julgamento e na maledicência. É um sinal de insegurança diante de sua vítima. Quem ataca seu próximo com palavras grosseiras e desdenha de seu semelhante esconde por detrás dessa camada de raiva uma enorme carência, a falta de autoamor. 

Ouvindo uma palestra, dias atrás, o orador lembrou uma passagem de Chico Xavier que, entre suas experiências, contou que certa vez foi aconselhado por sua mãe, espiritualmente, para que, quando irritado e triste, diante das críticas à sua pessoa e ao seu trabalho, fizesse o seguinte: 

Pegasse um copo com água, bebesse um pouco, conservando o resto na boca, sem engolir. E enquanto durasse a tentação de responder, que deixasse a água banhando a língua. Esta é a água da paz.

Algo importante a trabalharmos em nós mesmos. A irritação está presente nos relacionamentos humanos, destruindo lares e nações. Inflamando o egoísmo que se converge em discussões e violência. Um veneno mortal que tem se mostrado relevante na condição atual do planeta. Precisamos aprender a lidar com a irritação, sem deixar que o ímpeto de agressividade nos tome, fazendo reagir. A irritação é um incômodo que “cutuca” a gente. Como pode alguém ir contra o que eu penso, o que eu digo e faço?

A irritação é comum a todos nós, cada um, em maior ou menor intensidade e frequência. Dá uma coceira na língua, uma vontade louca de responder. E o que quero provar com isto? Que tenho razão e a pessoa não... 

Na verdade, ela me atingiu, sua seta certeira feriu meu ego, meu orgulho. Eu não preciso provar nada para ninguém, não preciso dar a última palavra, não tenho que responder e entrar em sintonia com o que eu não desejo em minha vida, em meu espaço interior. Nem quero guardar remorsos em meu coração. Quero aprender a cultivar a paz, principalmente a paz interior. 

Não vou deixar de realizar o que acredito como bom e correto em minha vida, perdendo o meu equilíbrio, revidando. Se o fizer, estarei aceitando a agressão e sua energia destrutiva. Escolhemos com quem compartilhar nosso espaço sagrado e o que vamos plantar. Jogamos as sementes, distribuímos aos que estão próximos e tentamos semear juntos. Quem não concorda com o plantio não precisa participar. Quem quer plantar outro fruto, que fique à vontade. Cada um de nós tem o Livre-Arbítrio para experimentar, sem o julgamento alheio. 

Responder a uma agressão nos torna, também, agressores. Não é reprimir a irritação, o que não seria saudável. É se posicionar diante dela, antes de qualquer reação e perceber que aquele agressor deseja nos desarmonizar, fazer cairmos aos seus pés, sofrendo de raiva e admitindo a importância de sua empreitada maldosa. Aprendi que eu não terei inimigos se não cultivá-los em meu mundo íntimo. Ninguém é responsável pelo que nutro em mim e os inimigos nunca estão do lado de fora. Eles estão dentro de nós, nossos impulsos internos que deixamos crescer como ervas daninhas. Assim é a irritação agindo dentro de cada um de nós. 

Para tanto, podemos fazer a agressão que nos é dirigida perder seu impacto para não nos desmoronar. A água da paz tem um significado muito profundo. É não reagir de forma impulsiva e explosiva. Ficar quieto, silenciar e entrar em contato com a irritação. Tirar o poder do ego e se conectar com o poder do pacificador. A raiva é como uma bomba que provoca grande estrago em nós. O que fazer com ela?

Leve-a para um canto, acenda um incenso, coloque uma música suave e sente-se com ela. Observe-a, a partir de seu fluxo respiratório e de seu corpo. Perceba como você está contraído, suas articulações, sua fisionomia. Vá soltando e desfazendo seu corpo desta posição de ataque. Vá aos poucos mudando seu fluxo respiratório, acalmando, inspirando e expirando lenta e profundamente. O tempo todo seu ego tentará lhe tirar do comando. Ele dirá que você está agindo como um “banana”. Não lhe dê atenção, continue a dissolver a irritação. 

Pode ser que demore alguns dias ou até algumas semanas para se desprender desse sentimento e desfazer a energia estagnada. Porém, não desista. Vá substituindo a conversação com o ego pela conexão com o Todo. Deixando o orgulho de lado que separa uns dos outros, aceitando humildemente as próprias fraquezas, assim como Chico Xavier que, nos revelando suas fragilidades, tornou-se muito mais forte.

O egoísmo faz nos sentirmos como um grão de areia insignificante, enfraquece-nos e amedronta. Coloca nossa autoestima lá para o fundo do poço. O ego não sabe o que é amor. Ele não nos ama e não consegue amar o próximo. Ele nos faz lutar contra nosso ser maior ao qual pertencemos, a consciência do Todo, do Um. Não despreze ninguém e também não sinta ódio. O desprezo é um sentimento de superioridade do ego e o ódio representa a ilusão de inferioridade. 

Este é o meu e o seu aprendizado. Este é o nosso destino, aprender a amar incondicionalmente. Respeite o seu semelhante sem ter que, no entanto, concordar com ele. Assumindo sua posição de forma pacífica e consciente. Para anular a força do bruto, somente a delicadeza do amor. 

Seja amor!

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