Cristalizações do Passado e o Caminho da Cura





por Nadya Prem - nadyaprado@uol.com.br



Vida após vida buscamos nossa evolução e autoconhecimento a caminho da iluminação.

A cada experiência vivida temos a oportunidade de reformular conceitos, aprender novos significados, resgatar erros cometidos, realizar novas empreitadas. Criamos vínculos de amizade e fraternidade ou de inimizade, mágoas e ressentimentos.

Estamos em tempo integral interagindo, mesmo quando nos achamos sozinhos.

Na verdade, nunca estamos totalmente sós, porque somos unidos uns aos outros, por pensamentos, sentimentos, sintonia energética e espiritual.

Quando pensamos em alguém, imediatamente criamos um laço fluídico que nos liga a essa pessoa.

Quando guardamos sentimentos de mágoa em relação ao outro, podemos nos tornar obssessores dessa pessoa. Se ela estiver na mesma frequência vibratória que a nossa, será atingida por esse sentimento que lhe fará mal, se não, apenas nós mesmos seremos prejudicados.

Seja como for, os sentimentos negativos são como manchas que se cristalizam e tomam forma.

As mágoas e ressentimentos se instalam em nossa alma e ela adoece.

A alma é o espírito encarnado.

O espírito alimenta os sentimentos que crescem e se alojam então nos corpos energético e físico.

A doença como sintoma, surge para fazer despertar a alma, que como um sonâmbulo perambula pela vida sem consciência.

Toda doença psicológica ou física é uma cristalização do passado.

Para desintegrá-la e extingui-la é necessário não mais alimentá-la.

Muitas vezes trazemos cristalizações de relações de vidas passadas, tão antigas que não nos damos conta.

Para despertarmos é preciso perceber quais os pensamentos, sentimentos e emoções que nos movem hoje e que alimentam as cristalizações.

Às vezes sentimos uma estranha sensação de tristeza, mágoa, angústia e nem sabemos de onde vem.

Não nos conhecemos.

Em algumas situações, somos rudes com o outro ou até conosco, sem qualquer razão aparente.

Mas o que guardam esses sentimentos e emoções descabidas?

Por que algumas vezes nos ressentimos com nossos familiares gratuitamente?

São reações automáticas, posturas condicionadas que trazemos de vivências passadas que se fixaram em nosso ser.

Somos atraídos para situações e pessoas que nem sempre nos fazem bem e repetimos vivências que nos remetem às fixações passadas.

Através do autoconhecimento pela expansão da consciência, podemos revelar as cristalizações que nos acompanham, compreendendo fatos desta e de outras vidas, que se alojaram e se tornaram doenças em nossa alma, em nosso corpo físico.

Descobrindo a dor oculta que se alimenta de nossa fragilidade e inconsciência, tomamos as rédeas de nossa alma e de nossa saúde no caminho para a transcendência.

Om Shan

Nadya Prem


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Quem são os obsessores espirituais?




No último encontro com meus guias falamos sobre as obsessões espirituais.

Como entender a obsessão, sem o estigma da forte impressão que nos causa quando ouvimos que alguém ou nós mesmos estamos com um obsessor espiritual à  espreita.

Estamos todos, sem exceção, rodeados por obsessores. Em casa, no trabalho, em nossas relações.

Para termos a exata compreensão da obsessão é necessário analisarmos as questões da sintonia energética, dos resgates de vidas passadas e de nossa existência neste planeta.

Para evoluirmos, reencarnamos neste planeta que nos acolhe como uma mãe. Aqui encontramos espíritos afinados com o nosso padrão energético e do planeta.

Todos que vivem aqui, encarnados e desencarnados, são espíritos que se encontram de forma geral e ampla, conectados numa mesma frequência vibracional.

A cada reencarnação criamos novos karmas, resgatamos dívidas com o passado, desfazemos vínculos doentios, iniciamos novos vínculos.

Somos todos espíritos em falta com nossos irmãos espirituais, nossos irmãos terrenos. Se assim não fosse, não estaríamos mais vivenciando neste planeta as diferenças sociais, a miséria, a violência e tantos outros dramas.

Mas, por que nos vermos de forma tão negativa?

Porque somente através do desvendar sombrio que nos acompanha, da aceitação de nosso lado negativo e diabólico, que podemos compreender a Deus e a nós mesmos.

Não adianta falar de amor sem enfrentar o ódio que é sua contraparte.

Não adianta falar de coragem, sem entender o medo.

Não adianta falar de gratidão, sem eliminar o desprezo.

A obsessão é alimentada pelos sentimentos contrários ao amor.

Esses sentimentos ainda nos acompanham e quem não os admite, vive sob o véu da ilusão.

Quando nos colocamos à disposição para alterarmos nosso padrão vibratório, para nos transformarmos em alguém melhor, buscando tratamento para as nossas feridas e enfermidades; logo caímos no desânimo que surge ao primeiro obstáculo.

Normalmente a dificuldade de mudança está na força contrária que a frequência vibratória a qual estamos habituados exerce sobre nós.

Essa energia nos puxa para o lado oposto à melhora.

Nossos obsessores espirituais encarnados e desencarnados formam grande parte dessa energia contrária ao nosso melhoramento e reforma íntima.

Esses irmãos estão vinculados a nós e estamos presos a eles por um laço fluídico muito forte.

Somente o amor poderá desfazer as algemas doentias dos ressentimentos, do medo, da ira, da amargura, do rancor e da vingança.

Mas, se eles nos querem mal, não querem nos ver saudáveis, então vamos forçar o rompimento das amarras que nos vinculam?

Afinal, esses irmãos são espíritos malvados e que não merecem nossa estima.

Não, não é esse o caminho da redenção, do crescimento e da transformação interior que nos tornarão plenos.

Antes de nos curarmos definitivamente e a fim de nos tornarmos espíritos melhores em bondade, caridade e amor, teremos que exemplificar a paciência, o perdão, a aceitação, a força interior para não desistir no primeiro embate e, mais que isso, precisaremos ajudar esses irmãos obsessores a crescerem junto conosco. De verdugos em nossas vidas, eles se transformarão em companheiros de caminhada evolutiva. Numa nova existência estarão em nossa família consanguínea como filhos, irmãos, pais e cônjuges.

Então, concluímos disso tudo, que também fomos e somos obsessores de alguém.

Ainda estamos engatinhando em nossa evolução e em nosso aprendizado. Conhecendo nossos sentimentos, nosso egoísmo, nossos vícios, nosso lado negativo. Nossos desejos não satisfeitos pelo outro e pela vida, nos incomodam, nos tornam ressentidos.

De toda relação familiar o amor deverá brotar. É por isso que existe a pequena família consanguínea.

Então, não precisamos maldizer e temer os obsessores. Necessitamos desses irmãos para o nosso próprio crescimento.

Da mesma forma, todos nós um dia, fomos obsessores de Jesus e o colocamos na cruz. Ele, no entanto, nos perdoou e aceitou a cada um de nós em seu coração. E até hoje ele nos acompanha a trajetória que nos levará até ele e a nossa Grande Família Universal.

Estamos todos conectados e não há como deixarmos para trás nossos irmãos de jornada. A compaixão não é egoísta.

Também temos nossos mentores, guias espirituais que nos auxiliam e não descansam no intuito de nos ajudar.

Os orientais nos ensinam sobre os bodhisatwas, que são seres iluminados, mas que não nos abandonam. Eles nos acompanham e nos ajudam sem cessar para que aceleremos nossos passos rumo ao Todo.

Vamos todos juntos tranformando este planeta de expiação e provas em um planeta de regeneração. Depende de cada um de nós e de todos juntos.

Namastê



Om Shan

Nadya Prem